Meditações
| Posted on Sat 25 Aug 2007 by ricardo (432 reads) |
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Com efeito, ele é a nossa paz, ele que, dos dois povos, fez um só e destruiu o muro de separação, a inimizade: na sua carne, anulou a lei, que contém os mandamentos em forma de prescrições, para, a partir do judeu e do pagão criar em si próprio, um só homem novo, fazendo a paz, e para os reconciliar com Deus, num só Corpo, por meio da cruz, matando assim a inimizade. E, na sua vinda, anunciou a paz a vós que estáveis longe e paz àqueles que estavam perto. Porque, é por ele que uns e outros, num só Espírito, temos acesso ao Pai. Portanto, já não sois estrangeiros nem imigrantes, mas sois concidadãos dos santos e membros da casa de Deus, edificados sobre o alicerce dos Apóstolos e Profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus. É nele que toda a construção, bem ajustada, cresce para formar um templo santo, no Senhor. É nele que também vós sois integrados na construção, para formardes uma habitação de Deus, pelo Espírito. (Efésios 2, 14-22) No decurso da história, o povo judeu esteve muito atento à sua especificidade enquanto Povo da Aliança. Frequentemente enfatizou as suas diferenças, em vários aspectos da vida, em relação às nações e religiões ao seu redor, de modo a manter a sua identidade de povo escolhido e a ser um sinal para o mundo. Esta atitude acabou, por vezes, por expor o povo judeu à incompreensão e até à hostilidade dos outros. No princípio da história da Igreja, São Paulo afirmou que, graças a Cristo, o muro que mantinha os povos separados já não existia. Ao ser maltratado, Cristo nunca ameaçou (1 Pe 2,23). Ao revelar o seu amor ao ponto de morrer na cruz, «matou a inimizade» (v.16). O próprio Cristo trouxe a paz ao reconciliar todos os humanos – judeus e pagãos – com Deus e, consequentemente, uns com os outros. Assim, fora de todas as formas de separação e ódio, nasceu uma nova humanidade no corpo de Cristo. Segundo São Paulo, este corpo é a Igreja, a comunidade daqueles que seguem as pisadas de Cristo. Os Apóstolos e os Profetas (v.20) são as primeiras testemunhas de Cristo, sobre as quais se edifica a «casa de Deus». Cada crente, qualquer que seja a sua origem, é dela um membro por inteiro. Quando os cristãos vivem em união e amor, a Igreja cresce como uma construção de Deus, um sinal visível da presença divina no mundo. Este texto abre caminho a perspectivas muito vastas. A realidade de uma só família humana é um dom de Deus na fé. Acima das diferenças culturais e económicas, e apesar dos grandes fardos da história, os cristãos podem e devem dar provas desta unidade num mundo que ainda está muito dividido. - Que atitudes, acções e iniciativas concretas nos ajudam a ultrapassar as barreiras de separação que existem em nós e à nossa volta? - «Cristo é a nossa paz». O que representam hoje para mim estas palavras de São Paulo? - O que ajuda a nossa comunidade paroquial ou grupo de oração a alagar-se como espaço de comunhão numa sociedade frequentemente heterogénea e multicultural? O que posso eu fazer para encorajar este processo? |
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