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Meditações
  Posted on Mon 29 May 2006 by rnmoak (631 reads)
A importância deste longo capítulo não pode ser subestimada: Pedro visita a casa de um pagão e até partilha com ele uma refeição, correndo o risco de ser excluído como impuro por contágio.

Para que a Boa Nova chegue até aos confins da terra, os primeiros cristãos não inventam uma estratégia. Em vez disso, deixam-se conduzir pelos acontecimentos, convencidos de que, na História, Deus está a trabalhar. A perseguição dispersa-os até à Samaria, o que paradoxalmente os leva já a anunciar o Evangelho numa terra estrangeira.

Mas como se pode ultrapassar a barreira de vários séculos entre judeus e cristãos? Cristo abriu o caminho: pela sua morte, «de dois povos ele fez um só, destruindo o muro de inimizade que os separava» (Efésios 2,14). Toda a vida de Paulo depois da sua conversão foi uma procura ardente desta unidade. Estava consciente de que não podia avançar solitariamente, sem os outros apóstolos. É por isso que o compromisso de Pedro foi tão importante. Se Deus concedeu visões a Pedro, foi ele que as teve que interpretar e tirar conclusões! E foi isso que Pedro fez: «Reconheço que, em qualquer povo, quem teme Deus e põe em prática a justiça, é-lhe agradável» (Actos 10,35).

A unidade nunca é algo que se adquire uma vez para sempre, mas é sempre uma realidade para se viver hoje, no interior das nossas comunidades e junto daqueles que não estão incluídos nelas. Enraizados no Evangelho, podemos transmitir a Palavra de Deus a outras pessoas, mas também reconhecer a acção de Deus aonde não esperávamos encontrá-la, como fizeram Pedro e os seus companheiros ao ver o Espírito Santo agir na casa de Cornélio. Então a comunhão alarga-se, tal como a árvore sobre a qual Jesus dizia que as suas raízes crescem e os seus ramos abrem-se a tal ponto que os pássaros do céu fazem lá os seus ninhos (ver Mateus 13,31).

- Quais as barreiras que os cristãos são chamados a ultrapassar hoje?

- Como pode a fidelidade às exigências do Evangelho favorecer uma abertura a todas as pessoas?

- O que podemos fazer para que a procura de novos caminhos na Igreja não ponha em perigo a comunhão?

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