Meditações
| Posted on Mon 29 May 2006 by rnmoak (462 reads) |
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Situação dura para Abraão: não deixou ele tudo para responder ao chamamento de Deus (Gn 12,4)? Mas a realização da promessa de Deus não só demora como se torna aparentemente cada vez mais impossível. É assim que Abraão é chamado a alguma coisa absolutamente nova: acreditar que Deus lhe prepara um futuro. Os primeiros cristãos falarão dele como de seu pai na fé, que esperou contra toda a esperança (Rm 4, 16-25). Em vez de permanecer uma teoria, esta fé inspira uma nova maneira de viver (Tg 2,21-23) que espanta e pode até parecer louca. Abraão espreita os sinais da presença de Deus e do seu chamamento. Mas se, durante a sua vida, Deus lhe dá sinais, a sua busca não fica ainda definitivamente apaziguada. Pelo contrário, estes sinais incitam Abraão a ir mais longe numa fé cada vez mais exigente e simultaneamente frágil. De facto, Deus espera dele uma decisão livre. É por isso que os sinais permanecem estranhamente discretos, como que uma filigrana na história vivida. O chamamento de Deus, em vez de suprimir a nossa liberdade, tem-na como dado adquirido. Só podemos responder ao apelo de Deus exercendo a nossa liberdade, quer dizer arriscando-nos a interpretar os sinais que Deus nos oferece e dando uma resposta pessoal, uma resposta livre que só será uma resposta de amor. «Ergue os olhos…» Que sinais muito simples do seu amor me dá Deus? O que me ajuda a perseverar quando a minha espera é posta à prova? |
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