Meditações
| Posted on Mon 29 May 2006 by rnmoak (510 reads) |
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Uma cena muito familiar. O Lago de Tiberíades. Um grupo de pescadores. Trabalham durante toda a noite e não apanham nada. É como se estivéssemos no início do Evangelho (ver Lucas 5,1-11). E contudo há, apesar de tudo, uma diferença. Já conheceram Cristo e viveram com ele. Escutaram os seus ensinamentos, viram os seus milagres, puseram todas as suas esperanças nele. E agora, aparentemente, é o fracasso. Perante este fracasso, os discípulos não sabem o que fazer. Então, tentam regressar ao que melhor conhecem: a pesca. Talvez, perante o vazio que sentem, isso lhes dê alguma segurança? É nesse vazio que Cristo ressuscitado vem junto dos seus discípulos, para os ajudar a irem mais longe. Vai servir-se do seu fracasso para ajudá-los a compreender que são chamados a algo de maior. A promessa do início vai realizar-se. Apesar das suas limitações, estes pescadores vão tornar-se pescadores de homens (Lucas 5,10). Como é que ele faz isto? Cristo ressuscitado não humilha os seus discípulos. Aproxima-se com palavras cheias de ternura e como um pobre. «Rapazes tendes alguma coisa para comer?» Em seguida vêm as palavras que os vão desafiar a arriscar de novo. «Lançai a rede para o lado direito do barco e haveis de encontrar» (v. 6). Perante este desafio, os discípulos poderiam pensar: «Quem é este homem para nos dizer como pescar?» Mas confiam. Como no início do Evangelho (Lucas 5,5), a confiança vai permitir-lhes ver que ele é o Senhor! Quais são as minhas reacções perante o fracasso? Quando senti que um fracasso se tornou o meio através do qual Deus me convidou a ir mais longe? Na minha vida quotidiana, quando pude dizer: «É o Senhor, o Ressuscitado!»? O que me ajuda a descobrir sempre e de novo esta presença? |
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