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Meditações
  Posted on Thu 15 Jun 2006 by rnmoak (622 reads)
Alguns consideram que a introdução da carta aos Hebreus, que é uma só longa frase grega, é o texto mais bem construído do Novo Testamento. O autor centra a sua reflexão no mistério de Cristo, Filho de Deus, ponto culminante da revelação que Deus faz de si próprio. Mas se Cristo está no centro da revelação, não é por isso que todas as outras formas através das quais Deus se comunicou ao longo dos tempos ficam desqualificadas. O autor pensa na história do povo de Israel contada nas Escrituras, mas não poderíamos alargar o nosso olhar e dizer: se Deus se comunica de tantas formas diferentes a cada povo e a cada indivíduo, a pedra de toque é para nós a figura de Jesus Cristo. Toda a revelação adquire a sua importância definitiva através da sua ligação com o mistério do Filho.

Se, neste livro, este Filho é o homem Jesus de Nazaré, que viveu na Palestina, morreu numa cruz e ressuscitou, não é simplesmente um indivíduo entre todos os outros. Está no fim («herdeiro») e no início do Universo e apoia-o permanentemente. Nestas últimas afirmações, vê-se a influência da corrente sapiencial do judaísmo: Deus cria usando a sua Sabedoria, que é também o seu Logos, a sua Palavra.

Todo o Novo Testamento afirma que Cristo nos revela Deus plenamente. Isso é exprimido aqui por duas imagens: o Filho é o brilho e a marca (ou a efígie) do Pai. E, como nos outros livros do Novo Testamento, esta comunicação realiza-se sobretudo na sua paixão e na sua ressurreição. A paixão é descrita como uma «purificação dos pecados», introduzindo assim o tema de Cristo como o nosso Sumo Sacerdote, que terá um papel tão importante nesta carta. E, pela sua exaltação, evocada com a ajuda dos salmos, Cristo torna-se plenamente aquilo que é desde toda a eternidade, no cimo de tudo (v.4). Assim, o texto mantém em equilíbrio as duas dimensões, do ser (permanente) e do transformar-se (dinâmica), o que é tão importante para compreender a identidade de Cristo e a sua missão salvífica.

- Deus ainda fala ao nosso mundo, a cada pessoa, a mim? Como?

- Que aspectos da vida de Jesus me ajudam a compreender quem é Deus?

- Quem é Cristo para mim?
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