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Documentos : Quaresma
Posted by David on 2010/2/21 16:11:36 (346 reads)

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Documentos : Visita do Papa a Portugal
Posted by ricardo on 2009/10/19 1:32:38 (438 reads)

Nota Pastoral do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa

1. Júbilo e Gratidão

O Santo Padre Bento XVI, correspondendo ao convite, várias vezes reiterado, dos Bispos portugueses bem como ao convite do Senhor Presidente da República, aceitou visitar o nosso País, por ocasião da peregrinação aniversária de 12 e 13 de Maio a Fátima, no próximo ano. O anúncio da visita suscitou, de imediato, um sentimento de júbilo e regozijo entre o nosso povo. Trata-se da concretização de um desejo, ansiosamente esperada, que muito nos honra e distingue, até porque Bento XVI escolhe os gestos e as viagens que faz, com motivações espiritualmente profundas e teologicamente ricas.

Queremos, pois, agradecer, de todo o coração, ao Santo Padre e corresponder a esta honra com aquele amor ao Papa que é uma dimensão profunda do catolicismo português. A comunhão visível com o Sucessor de Pedro, fisicamente presente entre nós, será, mais uma vez, ocasião da expressão espontânea desse amor à sua pessoa, ao seu magistério e ao seu serviço universal e de fidelidade à Igreja.

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Documentos : Entrevista com Maria João - Simplus
Posted by ricardo on 2009/7/1 11:52:58 (439 reads)



Fonte: http://www.essejota.net/index.php?a=v ... qqkqruiqjrtruruqhvvrhqqqu

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Documentos : MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA A XXIV JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE (5 DE ABRIL DE 2009)
Posted by ricardo on 2009/4/22 1:21:33 (545 reads)

"Pusemos a nossa esperança em Deus vivo" (1 Tm 4, 10)

Queridos amigos!

Celebraremos no próximo Domingo de Ramos, a nível diocesano, a xxiv Jornada Mundial da Juventude. Enquanto nos preparamos para esta celebração anual, penso de novo com profunda gratidão ao Senhor no encontro que se realizou em Sidney, em Julho do ano passado: encontro inesquecível, durante o qual o Espírito Santo renovou a vida de numerosíssimos jovens que se reuniram de todo o mundo. A alegria da festa e o entusiasmo espiritual, experimentados durante aqueles dias, foram um sinal eloquente da presença do Espírito de Cristo. E agora estamos encaminhados para o encontro internacional em programa para Madrid em 2011, que terá como tema as palavras do Apóstolo Paulo: "Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé" (cf. Cl 2, 7). Em vista deste encontro mundial dos jovens, queremos realizar juntos um percurso formativo, reflectindo em 2009 sobre a afirmação de São Paulo: "Pusemos a nossa esperança em Deus vivo" (1 Tm 4, 10), e em 2010 sobre a pergunta do jovem rico a Jesus: "Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?" (Mc 10, 17).

A juventude tempo da esperança

Em Sidney, a nossa atenção concentrou-se sobre o que o Espírito Santo diz hoje aos crentes, e em particular a vós, queridos jovens. Durante a Santa Missa conclusiva, exortei-vos a deixar-vos plasmar por Ele para serdes mensageiros do amor divino, capazes de construir um futuro de esperança para toda a humanidade. A questão da esperança está, na realidade, no centro da nossa vida de seres humanos e da nossa missão de cristãos, sobretudo na época contemporânea. Todos sentimos a necessidade da esperança, não de uma esperança qualquer, mas sim de uma ersperança firme e de confiança, como eu quis ressaltar na Encíclica Spe salvi. Em particular, a juventude é tempo de esperanças, porque olha para o futuro com várias expectativas. Quando se é jovem alimentam-se ideais, sonhos e projectos; a juventude é o tempo no qual amadurecem opções decisivas para o resto da vida. E talvez também por isto é a estação da existência na qual emergem com vigor as perguntas fundamentais: por que estou na terra? Qual é o sentido do viver? Que será da minha vida? E ainda: como alcançar a felicidade? Por que o sofrimento, a doença e a morte? O que existe depois da morte? Perguntas que se tornam insuportáveis quando nos devemos confrontar com obstáculos que por vezes parecem insuperáveis: dificuldades nos estudos, falta de trabalho, incompreensões na família, crises nas relações de amizade ou na construção de um entendimento conjugal, doenças ou deficiências, carência de recursos adequados como consequência da actual difundida crise económica e social. Então perguntamos: de onde haurir e como manter viva no coração a chama da esperança?

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Documentos : Homilia do Bispo do Porto na Quarta-Feira de Cinzas
Posted by ricardo on 2009/2/26 20:19:44 (483 reads)

“Convertei-vos a Mim de todo o coração”, clamou-nos Deus pela boca do profeta Joel. “Reconciliai-vos com Deus”, pediu-nos Paulo, em nome de Cristo. E, sobre a esmola, a oração e o jejum, disse-nos o próprio Cristo que tudo se há-de passar discretamente, entre nós e Deus, “que vê o que está oculto e dará a recompensa”.

Será este, irmãos e irmãs, o próprio cerne da Quaresma, como da religião autêntica, nunca por demais retomada. Aquela que Jesus Cristo nos abre com a sua mesma Quaresma, repudiando o ter, o parecer e o poder, para simplesmente ser: ser Filho de Deus humanado, ser humanidade restaurada na filiação divina.

Jesus coloca-nos os corações e as vidas, ou seja, as vidas no seu coração e essência, na única realidade consistente, que é o próprio Deus Pai, em que tudo se sustenta.

Aí colocados os corações, como o de Jesus no Pai, estaremos finalmente pacificados e livres, proporcionando ao mundo que integramos segurança certa e liberdade também, ecologia integral, se quisermos dizer assim.

Sabemo-lo por experiência, como também o aprendemos por contraste. Contrasta, irmãos e irmãs, contrasta com isto um coração fechado em si mesmo, no encurvamento do desejo e no egocentrismo da vida. Quanto mais no ter, quanto menos no ser, é bom repeti-lo. Descentramento de si, desejos convertidos e vidas realmente oferecidas, isso sim, garante-nos na caridade “que nunca acabará”, proporciona-nos uma comunhão que é outro nome de Deus, pois “Deus é amor”, vida partilhada e oferecida, “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, como dizemos e nos benzemos, até que tais palavras inteiramente nos repassem.

Temos hoje Quaresma, porque no princípio tivemos Páscoa. Sabemo-lo bem, antecedendo esta àquela, na história da Igreja celebrante. É também verdade conhecida, mas, no sentido espiritual da Quaresma, nunca por demais relembrada e proposta, como nestas Cinzas de 2009.

Cinzas, irmãos e irmãs, é o que fica de quanto se queimou e ardeu. Sobram dos grandes incêndios e dos pequenos também. Sobram de restos mortais e de terras destruídas. Mas não são estas as que recebemos hoje, para começar a Quaresma. Ou sê-lo-ão apenas como lembrança da efemeridade das coisas e das vidas, se deixadas ou fechadas em si próprias. As que receberemos de seguida são lembranças transformadas pelo Espírito em outras tantas sementes de vida, na conversão a Deus, servindo o próximo.

Porque essa é a novidade do “fogo” que Cristo trouxe à terra, querendo ateá-lo ao universo inteiro. É a do Espírito divino que não destrói, antes reconstrói; e dos escombros faz caboucos e alicerces duma existência imortal: tornada a própria morte em vida entregue, da morte renascemos na caridade divina. E para que assim aconteça nos “corpos”, em restauração universal, antecipemo-lo nas “almas”, em caminho quaresmal.

Mas três artigos tem esta Quaresma cheia de Páscoa, tão certos como concretíssimos: 1º) Renasce e vive quem convive e partilha, ligando unidade e alteridade. 2º) Isto mesmo “define” Deus, definindo-nos depois como seu Povo, Corpo de Cristo e Templo do Espírito Santo. 3º) Igualmente no mundo e para a salvação do mundo, é esta a lei e a tarefa.

De “Deus” não faltam ideias nem congeminações, desde que, como humanidade consciente, nos pusemos a pensá-lo. Mas não é difícil concluir que muita ideia de Deus que por aí circula é mera projecção de nós mesmos e nem sempre do melhor que temos… Em nome de um “Deus” à nossa medida ou apetite, fizemos e ainda se pode fazer muito mal. Tenhamos cuidado redobrado, nas actuais circunstâncias, para não fabricarmos ídolos nem invocarmos o santo nome de Deus em vão.

Com Cristo aprendemos que Deus é em si mesmo “amor”, isto é, vida no outro e para o outro, em plena circularidade: do Pai para o Filho e do Filho para o Pai, no eterno movimento do Espírito. “Um só Deus em três pessoas”, na formulação tradicional: Cristo a rejubilar no Pai, no ímpeto do Espírito, como indica o Evangelho.

Assim – e muitíssimo mais – é o nosso Deus, só apreensível na experiência da partilha: religião é convivência, religião é caridade. E a própria aritmética se altera, porque 1 é igual a 3 e a alteridade coexiste com s unidade, sendo o seu próprio movimento interno e expansivo.

Por consequência necessária e conversão conseguida, a vida eclesial salva-nos comunitariamente, porque o Pai nos faz seus incorporando-nos em Cristo, habitados e vivificados por um só Espírito. O caminho quaresmal tem, por isso mesmo, uma indispensável dimensão comunitária. Penitência e conversão a Deus é redescobri-lo como Pai comum, que nos quer verdadeiramente irmãos no Espírito de Cristo.

Não há reconciliação com Deus sem reaproximação daqueles que partilham connosco a única condição de baptizados. Por isso a Quaresma é tempo especial de reconciliação com Deus através da Igreja e especial oportunidade para a celebração da Penitência, incluindo a imprescindível confissão individual. Repetem-se assim em cada um de nós aqueles pessoalíssimos encontros evangélicos de Jesus com os penitentes, um a um, com nome e figura. O caminho para a comunidade é sempre pessoa a pessoa. E assim mesmo trabalha a graça, quer entre o penitente e o ministro da Reconciliação, quer entre nós todos, na aproximação concreta de irmão a irmão.

Unidade complementar em Deus, unidade complementar na Igreja, unidade complementar no mundo. A aplicação deste último item ganha mais urgência nas actuais circunstâncias do país e da vida internacional, começando aqui mesmo, família a família, lugar a lugar, escola a escola, empresa a empresa… Se ainda restassem dúvidas teóricas sobre a necessária complementaridade de todos, coexistindo alteridade e unidade em cada patamar da sociabilidade humana, certamente desapareceriam diante do tristíssimo resultado do seu contrário, como agora o verificamos e sofremos, por nós e pelos outros.

Tudo na vida reclama proximidade, companhia e entreajuda, complementando-se uns e outros em alteridade convergente, fecunda e perdurável. Homem e mulher “como um só”; pais e mães de filhos e filhas; famílias solidárias nas gerações que se sucedem, cuidando-se mutuamente em todo o arco da existência humana, protegida no seio materno e acompanhada na extrema velhice ou dependência, sempre com igual dignidade.

Da família à sociedade, inscrevemo-nos pela presença e pela actividade, sempre por aquela e, quanto se possa, também por esta última. É a verdade de nós todos que, alargando a matriz familiar, nos faz viver socialmente, em unidade complementar, em alteridade prestante de capacidades e cuidados.

Quando, pelo contrário, cedemos à tentação individualista, pretendendo viver sem os outros, ou até contra os outros, esquecendo a nossa índole comunitária e o destino universal dos bens, a responsabilidade social das empresas e a subsidiariedade de cada grupo no conjunto geral dum país, arriscamos a perda colectiva em egoísmos desencontrados.

Em cada sector da sociedade e da cultura encontramos facilmente quer as possibilidades quer os entraves. Possibilidades que advêm sempre da conjugação da liberdade e da criatividade pessoais com a convivência activa e mutuamente interessada. Entraves que subsistem ou se levantam, provindos duma pior consideração da liberdade individual, sobre si mesma encurvada e reduzida a mero sentimento ou apetite, sem respeito pela natureza das coisas, ainda que evolutiva, nem pelas necessidades dos outros, que afinal desafiam e aumentam a nossa capacidade de ser, isto é, de conviver partilhando.

Avancemos então, irmãos e irmãs, por este caminho aberto de liberdade e serviço, que a Quaresma nos oferece. No Espírito de Cristo, podemos e devemos crescer como filhos de Deus e irmãos universais. Tornemos prioritária a comunhão com Deus e com os outros a partir de Deus, progredindo na unidade e na entreajuda. Ouvidos os apelos da Liturgia de hoje, coloquemos o coração e o desejo na divina caridade. Ofereçamos às famílias, às escolas, às empresas e à sociedade em geral o Evangelho vivo na vida dos crentes. Atraia-nos já, como sempre, o clarão da Páscoa. Irradiemo-lo também, por vidas autenticamente evangélicas. Convertamo-nos a Deus, servindo o próximo.

Sé do Porto, Quarta-Feira de Cinzas, 25 de Fevereiro de 2009

+ Manuel Clemente

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